domingo, 27 de novembro de 2016

Motivos para Comemorar - Ex-alunos escrevem para nosso Jornal


                                    RECONHECIMENTO

 Dedico, aqui, meu mais sincero agradecimento à Escola Estadual Raimunda dos Passos Santos, pela sua contribuição em minha formação como aluno e como cidadão.
              Nas salas de aula desse estabelecimento público de ensino aprendi, de 2001 a 2004, muito mais que aulas de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa...  Naquelas salas de aula recebi, na ampla acepção da expressão, um ensino fundamental: além das lições curriculares, ali me foi ensinado fundamentalmente a acreditar em um futuro e em uma sociedade melhor, e que se deve deixar, para isso, uma parcela individual de contribuição - através do exercício da profissão e da cidadania.
                 Essas lições foram assimiladas, sobretudo, com exemplos práticos dos professores que tive naquela escola: Professor Lobão, Professora Marinilza, o saudoso Professor Ivan, Professor Lauro e tantos outros motivadores de seus alunos, incansáveis na busca de trilhá-los para a cidadania e para o aproveitamento de suas capacidades.
         Eram inesquecíveis e inspiradoras as atitudes desses professores: os diversos eventos pedagógicos, de sua própria iniciativa, os quais se desdobravam para organizar com o intuito de, ao fazer aquele algo a mais, estimular a produção científica, artística e cultural dos alunos, assim como as discussões em sala que promoviam com o objetivo de despertar a criticidade dos discentes, os seus intentos de reavivar as perspectivas dos alunos, fortalecer a cultura regional... 
                    Muitas das vezes, inclusive, agiam de modo a suprir lacunas educacionais lamentavelmente deixadas pelos pais dos alunos, no âmbito familiar, transmitindo aos discentes valores essenciais como a honestidade, ética, solidariedade, humildade...
São muitos os motivos para agradecer aos professores da Escola Raimunda dos Passos, mas insuficientes são as palavras para descrever a gratidão que tenho pela contribuição que deram e que continuam prestando, diariamente, por uma juventude mais próspera e, consequentemente, por um melhor meio social.
                 Não menos, agradeço profundamente por tudo que fizeram por mim e pelos meus colegas, possibilitando, acima de tudo, que acreditássemos no alcance de nossos objetivos.
Para o futuro, tenho certeza de que essa casa de educação seguirá formando grandes homens e mulheres, preparando-os  para o alcance de seus sonhos e para o exercício da cidadania.

                                                        Felipe Pereira, Bacharel em segurança Pública
                                                                    Primeiro Tenente da Polícia Milita—AP
  


Rádio na Escola



Rádio Didática - Escola Raimunda dos Passos é a primeira Escola pública de Ensino fundamental e Médio a ter uma rádio fm.

Recordações - Ex-alunos escrevem para nosso Jornal

 
        Durante quatro anos de minha vida escolar, tive a oportunidade de ser aluna da Escola Estadual Raimunda dos Passos. Construí amizades que perduram até hoje e tive professores que, além de professores, foram meus ídolos, minha inspiração e hoje  são meus colegas de profissão.       
        Lembro-me certa vez, há uns dois ou três anos, que estive na escola Raimunda dos Passos e a sensação foi intensamente emocionante. Eu olhava os corredores, as salas, a diretoria, a sala dos professores, a biblioteca, o refeitório, as árvores crescidas. Nossa! Me via moleca naqueles mesmos espaços, correndo, brincando, aprendendo e vivendo.
   Hoje, do outro lado, agora como professora, vejo-me em meus alunos e desejo passar para eles a mesma motivação que a mim foi passada, quando na idade deles.
Acredito sim, que a escola ainda seja um lugar de grandes e boas transformações. E que essas transformações constroem um mundo melhor!

              Karen Oliveira, licenciada em Letras Pela Universidade Federal do Amapá


Motivos para Comemorar - Ex- alunos da escola escrevem para nosso jornal

                                                                  
Escola Pública sim, e daí?
         
 Muita gente ainda usa estereótipos para caracterizar coisas, pessoas, ambientes e nesse caso, a vida estudantil e consequentemente suas carreiras profissionais. Mas, no importe de tudo o que vivenciamos hoje, considero esse tipo de caracterização um tanto quanto arcaica, uma vez que temos atualmente mecanismos criados pelo próprio estado, para quebrar essa ideia, como a facilitação e para inserção na vida acadêmica.
O fato de se estudar em uma escola pública ou particular, não vai mudar quem você é e muito menos alavancar ou diminuir as oportunidades. Quem faz a escola é o estudante e não o contrário.
As escolas privadas, que tanto se vangloriam por seus resultados, os obtém pela pressão exercida sobre seus estudantes e usam tais resultados para darem notoriedade ao ensino que ali é ministrado, visando atrair mais e mais alunos. Ora, os alunos dessas escolas não chegam a resultados favoráveis única e exclusivamente por estarem naquele ambiente, mas porque compraram a ideia de que podem e precisam ser bons alunos, pois, disso depende seu futuro profissional.
Por outro passo, é evidente, infelizmente, que a escola pública é dotada de algumas deficiências, contudo, como já outrora dito, os alunos é que fazem a escola. Se cada um comprar e praticar a ideia de que só podemos ser algo através do estudo e de que através disso, decidiremos nosso futuro profissional, não se terá a ideia de público e/ou privado, mas de estudantes que têm sede pelos estudos, que buscam auxiliar seus professores com a educação, que amam sua escola, pois ali é a sua segunda casa e o passaporte para um futuro brilhante. Só depende de você!
                                                               
 BRUNA F. ANDRADE CAMELO, Advogada,  aluna da E. E. Raimunda dos Passos de 2001 / 2005

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              


Descuido Urbano - Reportagens Reportadas

  Com o início das chuvas começam novamente os problemas na maioria das ruas do bairro Novo Horizonte.
   A situação da Av. Hermes Monteiro da Silva não é diferente. Há vários buracos, muito mato e o acúmulo de lixo incomodam os moradores que reclamam a presença da prefeitura no local.
    Segundo Aline Cardoso, estudante de 16 anos e Mara Cardoso, doméstica de 44 anos, o lixo e o mato atraem ratos, baratas e outros insetos.
A água acumulada também serve como local de proliferação do mosquito transmissor da dengue, que é um grande perigo para a população.


                                       Maiza da Borges/ Viviane dos Santos/ Edilene Lima           Turma 813

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                                                                Apontando
            O Apontador, um Jornal estudantil coordenado pelo professor de Língua Portuguesa, foi um projeto ousado que levaria os alunos da oitava série de 2007, da Escola Raimunda dos Passos, a uma nova visão na busca por conhecimento.   Eu, como aluna e participante do projeto, adorei a ideia de tornar público os problemas que o Bairro Novo Horizonte enfrentava e ainda enfrenta.
              Um dos temas abordados por minha equipe foi a falta de pavimentação e saneamento das vias do Bairro, que era e ainda é um dos maiores problemas enfrentados pelos moradores. Como destaque colocamos o estado em que se encontrava a Av. Hermes Monteiro da Silva, na época com muito mato e lixo.
         Hoje podemos dizer que o tempo foi generoso com os moradores dessa rua, que recebeu pavimentação e sinalização.
             Muitas matérias abordadas pelo Apontador falavam sobre problemas que há muito poderiam ter deixado da fazer parte da realidade de nossa comunidade, mas que, infelizmente, ainda, nos cercam.
           Com a volta do Jornal, a comunidade do Bairro e as autoridades irão ficar cientes da situação aqui vivida, e assim, juntos buscar soluções, pois onde há informação, chega também o conhecimento.
Maiza Borges da Silva
Acadêmica de Cências Contábeis.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vergonha - Reportagens Reportadas

                         
                       
              Os banheiros da escola Raimunda dos Passos estão em estado de abandono.
              Pias entupidas, descargas, lajotas e portas quebradas; lâmpadas queimadas e outro problemas.
              Algumas vezes os alunos chegam a usar os banheiros dos professores, por falta de condições dos banheiros da escola.
              Os alunos não percebem que quando quebram algo na escola estão prejudicando a si mesmos.
“Isso é uma vergonha para os alunos que se dizem modernos e civilizados” – diz Josias das Chagas, de 15 anos, indignado com a situação.

                                                                                            Reginaldo Costa/ Turma 813


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                                                                        Recorrência
            
          Este registro, feito acerca de nove anos, mostra uma realidade vivida até os dias atuais na Escola Raimunda dos Passos, onde a desregrada e inconsequente conduta de alguns poucos “alunos”, somada a seguidas gestões negligentes e a própria falta de investimentos do poder público, no que diz respeito a realização de reformas ou melhorias nestes espaços, obriga a comunidade a fazer uso de um ambiente escolar depredado, que mais lembra um cenário de guerra, onde a insalubridade beira os limites da dignidade e o contraste entre a realidade que amargamos e a que gostaríamos de desfrutar nos salta aos olhos.
           Diante de um assunto já tão desgastantemente debatido, nos resta perguntar: Até quando a irresponsabilidade, o descaso e a falta de compromisso com a educação farão parte do cotidiano da Escola Raimunda dos Passos?

        Reginaldo  Corrêa, acadêmico de Direito - CEAP e Ralações Internacionais – UNIFAP.

Futuro Comprometido - Reportagens Reportadas

                 


      A falta de professores na escola Raimunda dos Passos é um problema que se repete a cada ano. Faltando apenas dois meses para terminar o primeiro semestre, ainda faltam professores para os turnos da manhã e tarde. No turno da manhã faltam professores de Artes, Inglês, Ciências e Psicologia do Desenvolvimento; no turno da tarde fal tam professores de Artes, Matemática, Química e Ensino Religioso.
        Esse problema agravou-se ainda mais com a perda de dois orientadores dos turnos da manhã e tarde, que pediram transferência da escola.
         Até quando viveremos com esse dilema? Será que escolas que se localizam no centro da cidade sofrem do mesmo problema?
                                 Jumara Sousa/ Yasmim Fenandes/ Rosilane Holanda/ Turma 812


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                                                                          E foi assim...             
Minha primeira experiência na criação de reportagens foi através do Jornal apontador, o qual me possibilitou conhecer de fato a realidade tanto do bairro do novo horizonte, quanto da cidade de Macapá e a ter um pensamento crítico sobre assuntos que fazem parte do nosso cotidiano. Além disso, esse projeto contribuiu ainda mais no meu desenvolvimento estudantil, refletindo positivamente em minha forma de olhar o mundo e no desempenho educacional até hoje como acadêmica de Engenharia Química da Universidade do Amapá.
Alguns dos temas abordados foram O mau serviço prestado pela CAESA e a Falta de Professores na Escola Raimunda dos Passos no início do ano, em que o primeiro tratava da falta de água que perpetuava nos meses de 2006 e o segundo pela carência de professores que afeta o ensino dos alunos da Escola Raimunda dos Passos. Hoje, situações como essas ainda fazem parte da nossa realidade. Muitos bairros, como o Novo Horizonte, ainda são prejudicados devido à falta de serviço que deveria ser realizado pela CAESA. Outra realidade ainda frequente é a falta de professores no Estado, neste ano de 2015 a escola Raimunda dos Passos foi também uma das vítimas desse dilema, mas que foi resolvida antes do ano acabar.
Contudo, foi possível perceber que o serviço público ainda traz muitas barreiras que afetam a cidade de Macapá e que, mesmo diante de tecnologia e desenvolvimento do século XXI, não foram capazes de impulsionar os administradores do nosso Estado a mudar a realidade da cidade.  E mais triste é perceber que a perspectiva de mudança está longe de acontecer, porque não se percebe vontade e/ou competência por parte dos responsáveis por cuidar da nossa cidade
                                                                                                         
                                                                                                          Jumara SiIva

O lançamento do Jornal O Apontador - Reportagens Reportadas

            

     O jornal foi lançado no dia 24 de março, às 18:00h, no refeitório da escola Raimunda dos Passos. Lá estiveram presentes pessoas importantes como a diretora da escola, o presidente da associação dos moradores do bairro Novo Horizonte, a representante da DIOI, a senhora Fátima Mourão, uma representante da DITEP, representante da delegada local, professores, alunos, pais e comunidade em geral.
O jornal vem falando sobre coisas que acontecem no bairro e na cidade.
Com uma equipe de mais de cento e quarenta “repórteres,” o Jornal O Apontador foi criado pelos alunos das oitavas séries, como parte do plano de curso do professor de Língua Portuguesa da escola, Emanuel Soeiro.

                                                                                Cíntia Rafaela/ Raquel Stéfany/ Turma 814

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              Eu e minha equipe ficamos responsáveis por cobrir o lançamento do Jornal. Antes, porém, precisávamos coletar o máximo de informações a respeito desse projeto, que segundo o professor Lobão, era apenas uma ideia para nos ajudar a ler e escrever.
              O fato é que essa ideia ajudou os alunos na melhoria da escrita e da leitura, pois tínhamos muito erros e só nós (e o Professor, é claro) sabemos como foi difícil finalizar o texto para a publicação.
         O professor nos dava detalhes de como arrumar as ideias no papel; como organizar as informações, os dados da notícia e o mais importante de tudo: A veracidade dos acontecimentos. Nossa opinião não valia. Nosso trabalho era passar as notícias como elas eram.
Com o Jornal, começamos a perceber o que acontecia em nosso Bairro. Começamos a olhar as coisas ao nosso redor com mais criticidade.
              Outro benefício foi, mesmo sem poder emitir nossa opinião, interpretar os fatos, a partir das diferentes opiniões dos entrevistados.
           Para compreender o que escrevíamos, líamos, relíamos, escrevíamos, reescrevíamos, mas para o professor “nunca estava bom”. Era a formula encontrada para fazer de nosso trabalho um instrumento de informação à comunidade, que só percebemos, quando no dia do lançamento, todas as pessoas que estavam presentes e que  leram nosso Jornal, ao longo dos quatro anos, nos davam os parabéns.
                                                                                                                           Cintia Rafaela

Transporte Público

                         
          O transporte público, para quem não dispõe de um veículo particular, é a única alternativa de deslocamento para a escola, trabalho, etc.
              Em Macapá, há muito que as empresas que prestam esse serviço, não agradam aos usuários. Dentre as deficiências apontadas estão: Falta de rampas para cadeirantes (a maiorias dos carros não tem), falta de cinto de segurança nos assentos, falta de condicionador de ar, superlotação, o horário que não é respeitado e o alto valor da tarifa.
              A Encarregada pela parte financeira de uma empresa de transporte coletivo, Roseli Pinto diz: “Trabalho nesta empresa há onze anos e penso que as pessoas deveriam se conformar com os transportes que temos, pois em outras cidades, a tarifa cobrada é bem mais alta”.
            Já, para a Doméstica, Maria Eurídes, 55 anos, moradora do Bairro Jardim Felicidade I, a situação dos coletivos está precária pela falta de ônibus, por não haver conforto e pelo serviço oferecido não está de acordo com  o valor da tarifa.
Segundo o sindicato das empresas   de transporte do Amapá (SETAP), o aumento da tarifa é justificado pelo aumento do preço do combustível e pela constante reposição de peças, em virtude da manutenção a que os ônibus são submetidos diariamente.                                                                                                                                                                              
                                                                                           
                                                                                               Alana Nívea/ Rhavenna Souza – Turma 212


UPA do Novo Horizonte

 O Município de Macapá, no bairro do Novo Horizonte, passou a contar, desde o dia 16 de outubro de 2014, com a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Estado do Amapá, que tem capacidade para atender, em média, 150 pacientes por dia, beneficiando até 100 mil habitantes.
   A senhora Cleide Castelo Boares, 20 anos. Disse: “Eu acho legal! Somos bem atendidos. Um excelente pronto atendimento. Na minha opinião não é preciso mudar nada atualmente na UPA”.
   Criadas com objetivo de fazerem a intermediação entre as unidades básicas de saúde e os hospitais, as UPAs também tem o objetivo de diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando que casos de menor complexibilidade sejam encaminhadas para as unidades hospitalares. Elas também oferecem, atendimento de emergências pediátricas, clínicas e odontológicas.
   Também possui acolhimento, classificação de risco, exames laboratoriais, raios-x, sala vermelha para atendimento aos casos mais graves, leitos de observação pediátrico e clínica, além de observação individual.
Essas unidades são implantadas pelas prefeituras municipais ou pelo governo do estado em parceria com o governo federal.                    
                                                                                                                     Jhennifer Mayara /Juliane Maia -Turma: 211



O Uso do Celular na Escola


           O celular é visto como uma simples tecnologia de comunicação. Se antes o aparelho servia apenas para fazer e receber ligações, hoje o aparelho é multiuso.
             Com o passar dos anos novas tecnologias foram aplicadas ao celular. Atualmente ele é usado como calculadora, máquina fotográfica, para ouvir músicas, acessar redes sociais, assistir vídeo, assistir televisão, e agenda, entre outros. Porém, o uso desse aparelho não traz só benefícios, mas pode trazer, também, sérios problemas ao usuário como: surdez, tumores por causa da radiação, dependência do uso do aparelho, distração, diminuição do aprendizado, e perda de atenção.
             Para a professora Jéssica Sales, o telefone celular poderia ser uma ferramenta no processo de ensino aprendizagem, entretanto, o uso desmedido em sala de aula, acaba por fazer efeito contrário, pois o aluno utiliza para o acesso às redes sócias ou para escutar música, o que resulta na falta de atenção deste aluno ao conteúdo trabalhado em sala de aula.
           Saber trabalhar com a inclusão do processo tecnológico e as novas mídias sociais ainda é um desafio. Enquanto o aluno não utilizar o aparelho celular como instrumento para o aprendizado em sala de aula, será apenas um obstáculo para o ensino.
                                                             
                                  Renata Nunes/ Renata Nascimento—Turma 212